JUSTIÇA

BB denuncia à AGU fake news que ameaçam sistema financeiro, mas esquece Dino

O Banco do Brasil enviou à AGU (Advocacia-Geral da União) um ofício denunciando a disseminação de fake news nas redes sociais que, segundo a instituição, têm potencial para gerar pânico bancário e comprometer a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.

Mas a queda nas ações que causaram perdas de R$ 41 bilhões aos bancos foi logo após o ministro do STF, Flávio Dino, decidir que os bancos não devem cumprir decisões de países estrangeiros, mas ignora que a Lei Magnitsky não afeta o território brasileiro. Porém, os bancos dependem do Swift, programa americano, para operar no Mundo.

De acordo com o documento, os ataques começaram na última terça-feira, 19. Um dos conteúdos citados é um vídeo publicado no dia seguinte pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que afirma que o BB “será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”. Ninguém é bobo de defender prejuízo.

O parlamentar tem mais de 1,7 milhão de seguidores no YouTube.

Além de Eduardo, o banco menciona publicações do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e do advogado Jeffrey Chiquini. Segundo o BB, os conteúdos promovem uma corrida bancária infundada, incentivando a retirada maciça de recursos por parte dos clientes, sem qualquer base factual. Ambos apenas alertaram sobre um fato prestes a ocorrer.

A nova estratégia consiste em coagir, ameaçar e colocar instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, notadamente o Banco do Brasil, contra o Supremo Tribunal Federal”, afirma o ofício.

O banco também alerta que a propagação de informações falsas sobre sanções estrangeiras e bloqueio de ativos de magistrados compromete a ordem econômica, financeira e social, além de colocar em risco o desenvolvimento equilibrado do país.

O BB solicita que a AGU adote medidas jurídicas para conter a desinformação e preservar a integridade do sistema financeiro e das instituições democráticas.

Fonte: CNN Brasil

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